Oi pessoal, tudo bem?
Bem, esta semana, temos acompanhado à crise em nosso senado e o falecimento do astro Michael Jackson, mas a política econômica não para e os fatos vão acontecendo e nós do boteco, estamos atentos para poder, trazer as nossas mesas a exposição de fatos e nossa opinião.
Nessa semana, teve uma assembléia geral da ONU, que teve uma resolução aprovada nessa sexta feira (26/06/2009), que foi aprovada por consenso, sobre a necessidade de ajudar os países pobres a enfrentar a crise econômica mundial, apesar das ressalvas da delegação estadunidense e distanciamento de partes da resolução. Em relação aos meios para se chegar a este fim.
"Hoje estabelecemos nosso consenso mundial sobre as respostas à crise, priorizamos as ações necessárias e definimos um papel claro para as Nações Unidas", diz o texto.
"Estamos fazendo isso no interesse de todas as nações para alcançar um desenvolvimento mais inclusivo, equilibrado, justo e orientado para o desenvolvimento, e para o desenvolvimento econômico sustentável que ajude a superar a pobreza e desigualdade", assinala a resolução. Fonte: G1 agência Reuters.
As questões polemicas, estão no fato de direcionar medidas para diante dessa nova situação econômica mundial, seja também reorganizada as políticas das instituições multilaterais como FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial (BIRD), Como a mudança da reserva mais eficiente, pois pede novos estudos sobre a possibilidade de substituição do dólar estadunidense pelos direitos especiais de saque do FMI como unidade principal de reserva monetária. Maior participação e voz de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, melhor equidade entre mulheres e homens.
Como em texto anterior já havia citado a possibilidade de Lula, ser o novo presidente do Banco Mundial, com a indicação de seu cabo eleitoral Barack Obama, de fato essa resolução sinaliza essa mudança de visão sobre a forma de gerir a economia global.
Mas, será que de fato haverá assimilado esse ensinamento, pós-crise, de entender que estamos numa fase de vários agentes e não a política unilateral, que desbancou de vez a ONU, na sua invasão ao Iraque?
A ressalva do delegado estadunidense foi essa:
O delegado americano John Sammis, no entanto, destacou, após a aprovação do texto, que "uma decisão de reforma das instituições financeiras internacionais, ou de seu modo de funcionamento, é atributo dos acionistas e de seus respectivos conselhos de administração. Fonte G1.
Minha opinião é que poderia ter sido melhor aproveitada e melhor trabalhada essa resolução.
Fazendo uma comparativa com uma fala do presidente Lula, em uma realização de uma obra do PAC, que o Brasil deu em isenção 500 milhões, mas, não viu isso ser repassado aos consumidores, tive-se colocado esse dinheiro na mão dos pobres, logo seria repassado ao comercio e gerando movimento na economia, mesmo que o cara gaste esse dinheiro no boteco, pois a economia logo sentiria o aumento da demanda e isso pode gera emprego e renda.
Mas, o que é observado é que muitos empresários recebem o beneficio e guardam no banco, não mexendo no dinheiro, gerando lucro, apenas a ele.
Isso serve aos países também, pois os países pobres tendo mais saúde econômica poderão consumir mais e aquecer a economia, no lugar de gerar benefícios apenas ao G-8, dando logo nome aos bois.
O interessante é que logo após essa resolução, o presidente da Nicarágua já desabafou e denunciou o FMI, que quer impor medidas que ameaçam e compromete a economia de seu país, segundo Daniel Ortega, o fundo também quer que seu Governo aprove imediatamente uma reforma tributária, o que significa mais impostos para os nicaragüenses, em meio ao impacto da crise econômica e financeira global, que chamou de "Fundo da Morte Internacional" - quer que em seu país desapareçam as exonerações aos setores sociais, meios de comunicação, igrejas e ONGs.
De fato me pergunto qual o real poder da ONU, a que nível de maturidade política estamos? As medidas da ONU continuam a ser de fato aplicadas apenas quando beneficiam os países que de fato dominam a economia?
Qual o poder para realmente modificar as instituições financeiras mundiais, que realmente são muito conservadoras e tem ainda muitas falhas.
Em minha opinião, ainda não será de fato modificada as políticas dessas instituições e os países que dominam a economia, ainda não aprenderam a lição com a crise e ainda tem muito cacique neoliberal, que ta dando ordens, que usou a ideologia (neoliberalismo) como ciência e o resultado foi essa crise.
No mais é torce que de fato, tenhamos melhores políticas sociais que gerem benefícios a mais países, pessoas e diminuam as desigualdades gritantes que persistem, em nosso mundo.
Forte abraço a todos.